sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

IPI zero para veículos elétricos

Os veículos elétricos poderão ficar isentos de IPI por dez anos no Brasil.
Projeto de Lei do senador Flávio Arns (PT/PR) pretende incentivar a produção
de veículos de passageiros e mistos que não emitam gases poluentes tramita
na Comissão de Serviços de Infra-Estrutura (CI) do Senado, onde poderá
receber emendas até a próxima terça-feira (3/2).
A redução do IPI é uma das formas de fazer a legislação tributária – que até
então ignora este tipo de veículo - incorporar uma maior preocupação com o
meio ambiente, argumenta o parlamentar.
Atualmente o único incentivo fiscal ao uso de veículos elétricos é feito através
do IPVA. Os veículos movidos a motor elétrico ou de força motriz elétrica são
isentos do imposto em sete estados brasileiros: Ceará, Maranhão,
Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe.
Para o diretor-presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE),
Antonio Nunes Jr., a isenção de IPI é bastante oportuna. “É uma perversidade
fazer com que um carro de emissão zero de CO2 pague o IPI mais alto das
categorias.”diz Nunes. O IPI pago por um veículo elétrico é de 25%, enquanto
por um carro de motor 1.0 paga-se 7%.
Nunes espera que o Projeto de Lei de isenção do IPI incentive os estados a
isentarem os veículos de força motriz elétrica de IPVA e ICMS.
A frota brasileira inclui cerca de 50 ônibus urbanos elétricos e o único carro
comercializado é o Revai, da Reva.
Fonte: Portal Energia Hoje

(...)

"eu não quero nem saber, meus amigos, quem sois vós..."

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Transporte

Concordo que não podemos prescindir da melhoria do transporte público para melhorarmos o trânsito, a qualidade de vida e o meio ambiente. Porém sabe-se que uma boa parcela da população, cujo poder aquisitivo permite escolher seu meio de transporte, só abandonará o individual se tiver opção melhor. Acredito também no transporte multi-modal urbano, com trens, metrôs, ônibus híbridos e pequenos veículos elétricos inteligentes fazendo o percurso dos terminais até o destino final de seus passageiros. Esses veículos ofereceriam o "serviço de transporte" e não mais seriam vistos como patrimônio pessoal ou mesmo investimento por parte das pessoas. Já aconteceu com o telefone, que venham os pequenos VE's! Estamos iniciando o desenvolvimento do Triciclo Pompéo Elétrico, cujo projeto esperamos finalizar até o final de 2009, e verificamos que as oportunidades estão realmente se abrindo com a crise, concordamos que a mesma é um sinal para repensarmos nossa passagem enquanto espécie por este hotel que é o planeta, e tal como num hotel, devemos deixá-lo apto a receber novos hóspedes!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Despedida...

Breno, convivemos na faculdade, mas muito mais do que isso, no movimento estudantil, no CAEM, no DCE. Você sabe, caro amigo, que aprendi muito com você. Você me ensinou a aceitar e respeitar as diferenças de opinião, a importância de sairmos de nossa panelinha e, principalmente, de aproveitarmos os momentos para conhecermos novas pessoas e maneiras de pensar. Encontre a sua merecida paz junto a Deus, que ELE proteja sua família e ilumine nosso caminho para que possamos nos reencontrar no Céu!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Abuela

Abuela querida amada, rica cultura, linda pessoa! Quantos amigos não preferiam ter com ela do que com os netos! Que lindo era ver o seu sorriso rodeada pelos jovens que iam lá em casa na João Pessoa! Sua sabedoria, experiência e conhecimento eram famosos entre os amigos dos seus netos! Histórias del gordo, seu tio que corria de moto, do Abuelo, que aprontava com os amigos, também histórias da guerra civil espanhola, do Marrocos, do Rio de Janeiro ou em Rio Grande, da Cascavel no comecinho, que saudades!

Verdadeira evolução humana

Já fui fraco e tímido, o mundo me transformou em alguém forte e confiante e espero encontrar o equilíbrio em Deus como uma pessoa sábia, compreensiva, tolerante e solidária.

Anjos entre nós

Ontem presenciei a existência de anjos em nosso meio. Já tinha conhecido um, minha amada Abuela. No ônibus de brasília para Curitiba, paramos em Ourinhos. Uma criança que vinha alegre brincando desde Marília, chorava porque não queria seguir viagem pois o avô não iria com eles. Então a avó contou-me a história: pai, mãe e o casal de filhos sofreram um acidente, os adultos quebraram as pernas, o garoto o braço. A van tinha recém sido paga e não sobrou nada, “nem uma roda sobrou para vender”, disse a avó, e não tinha seguro. O pai, nem se recuperou e abandonou a família. Os avós, como minha Abuela, criam as crianças pois a mãe tem ainda as duas pernas quebradas e os avós, tão amados por esse garoto, eram até pouco tempo, apenas vizinhos. São agora anjos amados por essas crianças. Amor puro e desinteressado, de ambas as partes, provas vivas de solidariedade e compaixão, provas da existência de Deus e de seu infinito amor, especialmente pelas crianças, que deveriam ser para nós prioridade neste mundo egoísta, materialista e fútil.

Os culpados pela crise

Os governos por todo o planeta estão dedicando seus esforços desde outubro passado a fim de elaborarem pacotes econômicos e financeiros de combate à crise. O denominador comum desses planos é a destinação de recursos financeiros dos tesouros nacionais (oriundos de poupança ou mesmo dívida) para instituições financeiras, construtoras e indústrias automobilísticas, principalmente, a fim de que se evite a paralisia do comércio e consequentemente da economia como um todo.
Louváveis medidas, se bem que na pressa em que foram elaboradas devem conter falhas graves, das quais só tomaremos conhecimento na medida em que forem sendo executadas.
Porém, penso que os contribuintes de todo o mundo, sobre quem irá cair essa fatura, deveriam merecer o mínimo necessário de respeito para com seus esforços e sacrifícios, vendo os especuladores que causaram tamanhos prejuízos sendo punidos ou ao menos perdendo o dinheiro que acumularam durante o período em que suas falcatruas vinham sendo maquiadas pelo vento em popa da economia mundial, impulsionada pela rolagem desenfreada em cascata de seus papéis nada higiênicos!

Você abriria mão de andar no carro dos seus sonhos?

Se o carro dos seus sonhos for um compacto, econômico, elétrico ou movido a bio-combustíveis, essa pergunta não se aplica a seu caso. Agora, se você vive ralando de busão, carro velho, e sempre sonhou em ter uma máquina potente, será que abriria mão desse sonho para proporcionar às próximas gerações um clima mais saudável, um trânsito menos caótico e se contentaria em dirigir um veículo leve, econômico e ecológico?

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

COMPETIÇÃO X COOPERAÇÃO

Por que competimos? Confesso que já pensei que nosso desenvolvimento científico-tecnológico e até genético poderia ter ao menos em parte se originado da competição; entre povos, tribos, indivíduos (machos), culturas, etc.
A competição “evoluiu” desde nossos ancestrais até hoje, mudaram as armas (paus e pedras para rifles e bombas), os argumentos (alimentos, fogo e abrigo para automóveis, poder e dinheiro), a sedução (força, vigor e resistência para inteligência, beleza e moda), porém continuamos em uma estúpida rotina de superarmos uns aos outros.
Esmagamos os mais fracos sob uma sutil e subliminar justificativa genético-evolutivo-capitalista e depois aliviamos nossas consciências com caridade, pena e as agora “responsabilidades”: social, ambiental, racial, de gênero, enfim, somos todos responsáveis para vender nossos produtos, sejam eles manufaturados, “in natura” ou mesmo nossas próprias imagens como cidadãos.
Enquanto alguns chegam a suas casas aquecidas em suas SUV’s já de noite após jornadas de trabalho de doze ou dezesseis horas, motivando o orgulho de suas famílias, compreensivas com pais e mães ausentes, deixando seus filhos à mercê da educação eletrônica e agora digital, outros passam o mesmo tempo procurando, em vão, trabalho para levar o mínimo de calorias para as suas famintas famílias.
Se os sindicatos são contra redução de jornada, é porque estão defendendo apenas os empregados e não os trabalhadores. Não seria lícito abrirmos mão de algumas horas de trabalho e alguns dólares, para podermos dedicar mais tempo às nossas famílias e deixarmos outras famílias conquistarem seu digno sustento, sem terem de recorrer a programas marketeiros (a microsoft sugere marreteiros ou marmiteiros, coincidência...) de empresas pseudo-responsáveis?
Se deixássemos de consumir tanto petróleo, talvez sobrassem alguns dólares para outros se alimentarem, e talvez nos poupassem de ver xeiques ditadores com iates de ouro e súditos famintos! Se abríssemos mão de um pouco de luxo poderíamos andar pelas ruas limpas com nossas consciências limpas por não estarmos vendo seres humanos cobertos de trapos nas ruas. Por que achamos que não temos nada a ver com isso? Por que achamos que a próxima geração vai resolver um problema que nem sequer nos damos ao trabalho de enxergar?
Se soubéssemos que em qualquer lugar, a qualquer hora, pudéssemos contar com algum estranho para nos salvar de uma dificuldade, sem querer nada em troca além da satisfação de ajudar, não estaríamos convencidos que não há tanta necessidade de acumularmos riquezas? O poder e o dinheiro acumulados por quem pode não nos remetem às provisões que nossos antepassados guardavam com medo do inverno? Praticamente controlamos o clima, mas não esquecemos o inverno, pois o inverno está em nossas mentes por sabermos, ou acharmos, que estamos sozinhos na luta pela sobrevivência, numa guerra em que todos os soldados, independentemente da cor do uniforme, são inimigos.