http://www.meusonhonaotemfim.org.br/
Conheçam e participem!
quinta-feira, 12 de março de 2009
quarta-feira, 11 de março de 2009
Eleições 2010
Já que é para radicalizar? eu pediria votos para uma chapa PT-PSDB-PDT-PCdoB-PV-PMDBdoB. Um grande congresso precederia as convenções partidárias, onde as lideranças, militantes, simpatizantes, e independentes pudessem contruir uma tese em comum para um governo de coalizão de centro-esquerda neste país. Já durante o governo FHC, nós, da base, discutíamos o porquê de a aliança preferencial do PSDB não ter sido com os partidos de centro-esquerda. Talvez por vaidade das lideranças, ou pela disputa de poder (razão de ser do partido)às últimas consequências (erro das pessoas). O fato é que também o PT ao assumir o poder aglutinou sua base e alianças regionais em torno da direita; parte pragmática, parte fisiológica, parte coronelista, parte ideológica. Muito mais difícil para a militância petista para engulir do que se fosse com a esquerda, em tese. Mas a rivalidade é que fala mais alto, então engole-se práticas que sempre se combateu, para destruir o concorrente pelo mesmo campo do espectro político, beneficiando o antípoda dogmático, que absurdo. Tivesse agora um ato de generosidade, nossa elite política e intelectual poderia nos conceder alguns anos de bom senso e governarem para o povo e não para os projetos de seus grupos políticos ou partidos. A parte da esquerda do PMDB vem junto, a outra, junte-se aos de direita, sem ofender, mas combina melhor. Na verdade haveria um aperfeiçoamento do quadro partidário automático, uma reforma política de brinde, uma vez que quem se sentir incomodado em partido de esquerda em aliança de esquerda está no lugar errado, e o mesmo vale para a direita! Os partidos de aluguel deixariam de ter razão para existir, e os pequenos ideológicos poderiam coexistir e crescer em uma aliança dentro de seu campo. Têm meu voto!
Taxa Selic
A reunião de hoje do COPOM reduziu em 1,5% a taxa básica de juros. Posicionaram-se Fecomércio, CUT, Força Sindical, Febraban,Fiesp, etc. À excessão de uma dessas entidades, que considerou a decisão acertada, dando uma resposta à queda da atividade econômica sem afroxar o controle da inflação, os demais entenderam a queda tardia e pouca. Pergunta para ganhar um doce: quem concordou com a queda menor da taxa de juros? Dou uma pista: melhores lucros em 2008...
Artigo de Jorge Meditsch
Há quase um século, pelo menos, que possuir um automóvel faz parte das aspirações materiais de boa parte da humanidade. Um carro traz consigo a liberdade de locomoção, a independência de horários e itinerários fixos e, também, uma certa dose de orgulho e realização pessoais.
Talvez estejamos na hora de rever alguns desses conceitos. Mais importante do que possuir um automóvel é poder fazer uso dele. Que o digam os executivos e outros profissionais que usufruem de veículos pertencentes às suas empresas, como complemento de seus salários. Outra maneira de usar um carro sem comprá-lo é o aluguel, para não falar da mais prosaica, chamar um taxi.
Mas, pouco a pouco, uma nova forma de acesso ao automóvel vem se popularizando na Europa e Estados Unidos. Trata-se do car share, um sistema em que um grupo de pessoas passa a contar com carros para uso eventual, como ir ao supermercado, à academia de ginástica, ao cinema ou ao shopping center.
O sistema funciona assim: os interessados pagam uma pequena taxa mensal para cadastrarem-se e recebem um cartão magnético com um chip eletrônico. Quando precisam de um carro, escolhem o modelo entre os disponíveis e fazem o agendamento por telefone ou pela Internet. Aí, é só dar uma saudável caminhada até o estacionamento do serviço que estiver mais próximo e usar o veículo como se fosse seu pelo período escolhido.
O car share não serve para quem precisa de carro para ir ao trabalho ou o utiliza para viagens. Mas é uma grande solução para quem não precisa de um automóvel todos os dias. Não é preciso ter uma garagem, por exemplo, nem pagar seguro para os 365 dias do ano, nem se preocupar com a manutenção, lavagem, abastecimento ou pagar IPVA. Tudo isto é incluído no preço, tarifado por hora.
O sistema talvez não se adapte de forma geral às nossas grandes cidades, mas pode funcionar bem para determinadas situações. Parece ideal para grandes condomínios ou regiões de grande densidade demográfica. É sob medida para aposentados ou casais em que a esposa não trabalha fora. Em São Paulo, pode ser uma alternativa bem vinda para o dia de rodízio semanal. E cai como uma luva para profissionais que exercem suas atividades em casa.
Nos Estados Unidos, o sistema tem tido muito sucesso também nas universidades, atraindo estudantes que não querem comprar carros velhos nem têm dinheiro para um modelo novo. Há empresas explorando o serviço e ganhando dinheiro e também há sistemas que não visam lucros e funcionam mais ou menos como cooperativas.
Não sei de nenhuma iniciativa desse tipo em andamento no Brasil. Para fazer uma experiência em escala limitada não é preciso um capital gigantesco. Quem sabe não é um bom negócio para começar nesses tempos de crise?
http://autoestrada.uol.com.br/interno.cfm?file=analise&id=35
Talvez estejamos na hora de rever alguns desses conceitos. Mais importante do que possuir um automóvel é poder fazer uso dele. Que o digam os executivos e outros profissionais que usufruem de veículos pertencentes às suas empresas, como complemento de seus salários. Outra maneira de usar um carro sem comprá-lo é o aluguel, para não falar da mais prosaica, chamar um taxi.
Mas, pouco a pouco, uma nova forma de acesso ao automóvel vem se popularizando na Europa e Estados Unidos. Trata-se do car share, um sistema em que um grupo de pessoas passa a contar com carros para uso eventual, como ir ao supermercado, à academia de ginástica, ao cinema ou ao shopping center.
O sistema funciona assim: os interessados pagam uma pequena taxa mensal para cadastrarem-se e recebem um cartão magnético com um chip eletrônico. Quando precisam de um carro, escolhem o modelo entre os disponíveis e fazem o agendamento por telefone ou pela Internet. Aí, é só dar uma saudável caminhada até o estacionamento do serviço que estiver mais próximo e usar o veículo como se fosse seu pelo período escolhido.
O car share não serve para quem precisa de carro para ir ao trabalho ou o utiliza para viagens. Mas é uma grande solução para quem não precisa de um automóvel todos os dias. Não é preciso ter uma garagem, por exemplo, nem pagar seguro para os 365 dias do ano, nem se preocupar com a manutenção, lavagem, abastecimento ou pagar IPVA. Tudo isto é incluído no preço, tarifado por hora.
O sistema talvez não se adapte de forma geral às nossas grandes cidades, mas pode funcionar bem para determinadas situações. Parece ideal para grandes condomínios ou regiões de grande densidade demográfica. É sob medida para aposentados ou casais em que a esposa não trabalha fora. Em São Paulo, pode ser uma alternativa bem vinda para o dia de rodízio semanal. E cai como uma luva para profissionais que exercem suas atividades em casa.
Nos Estados Unidos, o sistema tem tido muito sucesso também nas universidades, atraindo estudantes que não querem comprar carros velhos nem têm dinheiro para um modelo novo. Há empresas explorando o serviço e ganhando dinheiro e também há sistemas que não visam lucros e funcionam mais ou menos como cooperativas.
Não sei de nenhuma iniciativa desse tipo em andamento no Brasil. Para fazer uma experiência em escala limitada não é preciso um capital gigantesco. Quem sabe não é um bom negócio para começar nesses tempos de crise?
http://autoestrada.uol.com.br/interno.cfm?file=analise&id=35
terça-feira, 10 de março de 2009
A motivação de Ayrton Senna
"Nada é impossível, desde que lutemos por nossos sonhos, com o máximo de empenho e acreditando sempre, que temos a capacidade para realizá-los."
segunda-feira, 9 de março de 2009
Linhas da vida
Viver, como escrever um livro, é amar para chegar ao último e sofrer para que não falte nenhum capítulo!
10 Dicas da Ação Voluntária
1. Todos podem ser voluntários
Não é só quem é especialista em alguma coisa que pode ser voluntário. Todas as pessoas têm capacidades, habilidades e dons. O que cada um faz bem pode fazer bem a alguém.
2. Voluntariado é uma relação humana, rica e solidária
Não é uma atividade fria, racional e impessoal. É relação de pessoa a pessoa, oportunidade de se fazer amigos, viver novas experiências, conhecer outras realidades.
3. Trabalho voluntário é uma via de mão dupla
O voluntário doa sua energia e criatividade mas ganha em troca contato humano, convivência com pessoas diferentes, oportunidade de aprender coisas novas, satisfação de se sentir útil.
4. Voluntariado é ação
Não é preciso pedir licença a ninguém antes de começar a agir. Quem quer, vai e faz.
5. Voluntariado é escolha
Não há hierarquia de prioridades. As formas de ação são tão variadas quanto as necessidades da comunidade e a criatividade do voluntário.
6. Cada um é voluntário a seu modo
Não há fórmulas nem modelos a serem seguidos. Alguns voluntários são capazes, por si mesmos, de olhar em volta, arregaçar as mangas e agir. Outros preferem atuar em grupo, juntando os vizinhos, amigos ou colegas de trabalho. Por vezes é uma instituição inteira que se mobiliza, seja ela um clube de serviços, uma igreja, uma entidade beneficente ou uma empresa.
7. Voluntariado é compromisso
Cada um contribui na medida de suas possibilidades mas cada compromisso assumido é para ser cumprido. Uns têm mais tempo livre, outros só dispõem de algumas poucas horas por semana. Alguns sabem exatamente onde ou com quem querem trabalhar. Outros estão prontos a ajudar no que for preciso, onde a necessidade é mais urgente.
8. Voluntariado é uma ação duradoura e com qualidade
Sua função não é de tapar buracos e compensar carências. A ação voluntária contribui para ajudar pessoas em dificuldade, resolver problemas, melhorar a qualidade de vida da comunidade.
9. Voluntariado é uma ferramenta de inclusão social
Todos têm o direito de ser voluntários. As energias, recursos e competências de crianças, jovens, pessoas portadoras de deficiência, idosos e aposentados podem e devem ser mobilizadas.
10. Voluntariado é um hábito do coração e uma virtude cívica
É algo que vem de dentro da gente e faz bem aos outros. No voluntariado todos ganham: o voluntário, aquele com quem o voluntário trabalha, a comunidade.
Não é só quem é especialista em alguma coisa que pode ser voluntário. Todas as pessoas têm capacidades, habilidades e dons. O que cada um faz bem pode fazer bem a alguém.
2. Voluntariado é uma relação humana, rica e solidária
Não é uma atividade fria, racional e impessoal. É relação de pessoa a pessoa, oportunidade de se fazer amigos, viver novas experiências, conhecer outras realidades.
3. Trabalho voluntário é uma via de mão dupla
O voluntário doa sua energia e criatividade mas ganha em troca contato humano, convivência com pessoas diferentes, oportunidade de aprender coisas novas, satisfação de se sentir útil.
4. Voluntariado é ação
Não é preciso pedir licença a ninguém antes de começar a agir. Quem quer, vai e faz.
5. Voluntariado é escolha
Não há hierarquia de prioridades. As formas de ação são tão variadas quanto as necessidades da comunidade e a criatividade do voluntário.
6. Cada um é voluntário a seu modo
Não há fórmulas nem modelos a serem seguidos. Alguns voluntários são capazes, por si mesmos, de olhar em volta, arregaçar as mangas e agir. Outros preferem atuar em grupo, juntando os vizinhos, amigos ou colegas de trabalho. Por vezes é uma instituição inteira que se mobiliza, seja ela um clube de serviços, uma igreja, uma entidade beneficente ou uma empresa.
7. Voluntariado é compromisso
Cada um contribui na medida de suas possibilidades mas cada compromisso assumido é para ser cumprido. Uns têm mais tempo livre, outros só dispõem de algumas poucas horas por semana. Alguns sabem exatamente onde ou com quem querem trabalhar. Outros estão prontos a ajudar no que for preciso, onde a necessidade é mais urgente.
8. Voluntariado é uma ação duradoura e com qualidade
Sua função não é de tapar buracos e compensar carências. A ação voluntária contribui para ajudar pessoas em dificuldade, resolver problemas, melhorar a qualidade de vida da comunidade.
9. Voluntariado é uma ferramenta de inclusão social
Todos têm o direito de ser voluntários. As energias, recursos e competências de crianças, jovens, pessoas portadoras de deficiência, idosos e aposentados podem e devem ser mobilizadas.
10. Voluntariado é um hábito do coração e uma virtude cívica
É algo que vem de dentro da gente e faz bem aos outros. No voluntariado todos ganham: o voluntário, aquele com quem o voluntário trabalha, a comunidade.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
IPI zero para veículos elétricos
Os veículos elétricos poderão ficar isentos de IPI por dez anos no Brasil.
Projeto de Lei do senador Flávio Arns (PT/PR) pretende incentivar a produção
de veículos de passageiros e mistos que não emitam gases poluentes tramita
na Comissão de Serviços de Infra-Estrutura (CI) do Senado, onde poderá
receber emendas até a próxima terça-feira (3/2).
A redução do IPI é uma das formas de fazer a legislação tributária – que até
então ignora este tipo de veículo - incorporar uma maior preocupação com o
meio ambiente, argumenta o parlamentar.
Atualmente o único incentivo fiscal ao uso de veículos elétricos é feito através
do IPVA. Os veículos movidos a motor elétrico ou de força motriz elétrica são
isentos do imposto em sete estados brasileiros: Ceará, Maranhão,
Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe.
Para o diretor-presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE),
Antonio Nunes Jr., a isenção de IPI é bastante oportuna. “É uma perversidade
fazer com que um carro de emissão zero de CO2 pague o IPI mais alto das
categorias.”diz Nunes. O IPI pago por um veículo elétrico é de 25%, enquanto
por um carro de motor 1.0 paga-se 7%.
Nunes espera que o Projeto de Lei de isenção do IPI incentive os estados a
isentarem os veículos de força motriz elétrica de IPVA e ICMS.
A frota brasileira inclui cerca de 50 ônibus urbanos elétricos e o único carro
comercializado é o Revai, da Reva.
Fonte: Portal Energia Hoje
Projeto de Lei do senador Flávio Arns (PT/PR) pretende incentivar a produção
de veículos de passageiros e mistos que não emitam gases poluentes tramita
na Comissão de Serviços de Infra-Estrutura (CI) do Senado, onde poderá
receber emendas até a próxima terça-feira (3/2).
A redução do IPI é uma das formas de fazer a legislação tributária – que até
então ignora este tipo de veículo - incorporar uma maior preocupação com o
meio ambiente, argumenta o parlamentar.
Atualmente o único incentivo fiscal ao uso de veículos elétricos é feito através
do IPVA. Os veículos movidos a motor elétrico ou de força motriz elétrica são
isentos do imposto em sete estados brasileiros: Ceará, Maranhão,
Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe.
Para o diretor-presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE),
Antonio Nunes Jr., a isenção de IPI é bastante oportuna. “É uma perversidade
fazer com que um carro de emissão zero de CO2 pague o IPI mais alto das
categorias.”diz Nunes. O IPI pago por um veículo elétrico é de 25%, enquanto
por um carro de motor 1.0 paga-se 7%.
Nunes espera que o Projeto de Lei de isenção do IPI incentive os estados a
isentarem os veículos de força motriz elétrica de IPVA e ICMS.
A frota brasileira inclui cerca de 50 ônibus urbanos elétricos e o único carro
comercializado é o Revai, da Reva.
Fonte: Portal Energia Hoje
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Transporte
Concordo que não podemos prescindir da melhoria do transporte público para melhorarmos o trânsito, a qualidade de vida e o meio ambiente. Porém sabe-se que uma boa parcela da população, cujo poder aquisitivo permite escolher seu meio de transporte, só abandonará o individual se tiver opção melhor. Acredito também no transporte multi-modal urbano, com trens, metrôs, ônibus híbridos e pequenos veículos elétricos inteligentes fazendo o percurso dos terminais até o destino final de seus passageiros. Esses veículos ofereceriam o "serviço de transporte" e não mais seriam vistos como patrimônio pessoal ou mesmo investimento por parte das pessoas. Já aconteceu com o telefone, que venham os pequenos VE's! Estamos iniciando o desenvolvimento do Triciclo Pompéo Elétrico, cujo projeto esperamos finalizar até o final de 2009, e verificamos que as oportunidades estão realmente se abrindo com a crise, concordamos que a mesma é um sinal para repensarmos nossa passagem enquanto espécie por este hotel que é o planeta, e tal como num hotel, devemos deixá-lo apto a receber novos hóspedes!
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Despedida...
Breno, convivemos na faculdade, mas muito mais do que isso, no movimento estudantil, no CAEM, no DCE. Você sabe, caro amigo, que aprendi muito com você. Você me ensinou a aceitar e respeitar as diferenças de opinião, a importância de sairmos de nossa panelinha e, principalmente, de aproveitarmos os momentos para conhecermos novas pessoas e maneiras de pensar. Encontre a sua merecida paz junto a Deus, que ELE proteja sua família e ilumine nosso caminho para que possamos nos reencontrar no Céu!
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Abuela
Abuela querida amada, rica cultura, linda pessoa! Quantos amigos não preferiam ter com ela do que com os netos! Que lindo era ver o seu sorriso rodeada pelos jovens que iam lá em casa na João Pessoa! Sua sabedoria, experiência e conhecimento eram famosos entre os amigos dos seus netos! Histórias del gordo, seu tio que corria de moto, do Abuelo, que aprontava com os amigos, também histórias da guerra civil espanhola, do Marrocos, do Rio de Janeiro ou em Rio Grande, da Cascavel no comecinho, que saudades!
Verdadeira evolução humana
Já fui fraco e tímido, o mundo me transformou em alguém forte e confiante e espero encontrar o equilíbrio em Deus como uma pessoa sábia, compreensiva, tolerante e solidária.
Anjos entre nós
Ontem presenciei a existência de anjos em nosso meio. Já tinha conhecido um, minha amada Abuela. No ônibus de brasília para Curitiba, paramos em Ourinhos. Uma criança que vinha alegre brincando desde Marília, chorava porque não queria seguir viagem pois o avô não iria com eles. Então a avó contou-me a história: pai, mãe e o casal de filhos sofreram um acidente, os adultos quebraram as pernas, o garoto o braço. A van tinha recém sido paga e não sobrou nada, “nem uma roda sobrou para vender”, disse a avó, e não tinha seguro. O pai, nem se recuperou e abandonou a família. Os avós, como minha Abuela, criam as crianças pois a mãe tem ainda as duas pernas quebradas e os avós, tão amados por esse garoto, eram até pouco tempo, apenas vizinhos. São agora anjos amados por essas crianças. Amor puro e desinteressado, de ambas as partes, provas vivas de solidariedade e compaixão, provas da existência de Deus e de seu infinito amor, especialmente pelas crianças, que deveriam ser para nós prioridade neste mundo egoísta, materialista e fútil.
Os culpados pela crise
Os governos por todo o planeta estão dedicando seus esforços desde outubro passado a fim de elaborarem pacotes econômicos e financeiros de combate à crise. O denominador comum desses planos é a destinação de recursos financeiros dos tesouros nacionais (oriundos de poupança ou mesmo dívida) para instituições financeiras, construtoras e indústrias automobilísticas, principalmente, a fim de que se evite a paralisia do comércio e consequentemente da economia como um todo.
Louváveis medidas, se bem que na pressa em que foram elaboradas devem conter falhas graves, das quais só tomaremos conhecimento na medida em que forem sendo executadas.
Porém, penso que os contribuintes de todo o mundo, sobre quem irá cair essa fatura, deveriam merecer o mínimo necessário de respeito para com seus esforços e sacrifícios, vendo os especuladores que causaram tamanhos prejuízos sendo punidos ou ao menos perdendo o dinheiro que acumularam durante o período em que suas falcatruas vinham sendo maquiadas pelo vento em popa da economia mundial, impulsionada pela rolagem desenfreada em cascata de seus papéis nada higiênicos!
Louváveis medidas, se bem que na pressa em que foram elaboradas devem conter falhas graves, das quais só tomaremos conhecimento na medida em que forem sendo executadas.
Porém, penso que os contribuintes de todo o mundo, sobre quem irá cair essa fatura, deveriam merecer o mínimo necessário de respeito para com seus esforços e sacrifícios, vendo os especuladores que causaram tamanhos prejuízos sendo punidos ou ao menos perdendo o dinheiro que acumularam durante o período em que suas falcatruas vinham sendo maquiadas pelo vento em popa da economia mundial, impulsionada pela rolagem desenfreada em cascata de seus papéis nada higiênicos!
Você abriria mão de andar no carro dos seus sonhos?
Se o carro dos seus sonhos for um compacto, econômico, elétrico ou movido a bio-combustíveis, essa pergunta não se aplica a seu caso. Agora, se você vive ralando de busão, carro velho, e sempre sonhou em ter uma máquina potente, será que abriria mão desse sonho para proporcionar às próximas gerações um clima mais saudável, um trânsito menos caótico e se contentaria em dirigir um veículo leve, econômico e ecológico?
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
COMPETIÇÃO X COOPERAÇÃO
Por que competimos? Confesso que já pensei que nosso desenvolvimento científico-tecnológico e até genético poderia ter ao menos em parte se originado da competição; entre povos, tribos, indivíduos (machos), culturas, etc.
A competição “evoluiu” desde nossos ancestrais até hoje, mudaram as armas (paus e pedras para rifles e bombas), os argumentos (alimentos, fogo e abrigo para automóveis, poder e dinheiro), a sedução (força, vigor e resistência para inteligência, beleza e moda), porém continuamos em uma estúpida rotina de superarmos uns aos outros.
Esmagamos os mais fracos sob uma sutil e subliminar justificativa genético-evolutivo-capitalista e depois aliviamos nossas consciências com caridade, pena e as agora “responsabilidades”: social, ambiental, racial, de gênero, enfim, somos todos responsáveis para vender nossos produtos, sejam eles manufaturados, “in natura” ou mesmo nossas próprias imagens como cidadãos.
Enquanto alguns chegam a suas casas aquecidas em suas SUV’s já de noite após jornadas de trabalho de doze ou dezesseis horas, motivando o orgulho de suas famílias, compreensivas com pais e mães ausentes, deixando seus filhos à mercê da educação eletrônica e agora digital, outros passam o mesmo tempo procurando, em vão, trabalho para levar o mínimo de calorias para as suas famintas famílias.
Se os sindicatos são contra redução de jornada, é porque estão defendendo apenas os empregados e não os trabalhadores. Não seria lícito abrirmos mão de algumas horas de trabalho e alguns dólares, para podermos dedicar mais tempo às nossas famílias e deixarmos outras famílias conquistarem seu digno sustento, sem terem de recorrer a programas marketeiros (a microsoft sugere marreteiros ou marmiteiros, coincidência...) de empresas pseudo-responsáveis?
Se deixássemos de consumir tanto petróleo, talvez sobrassem alguns dólares para outros se alimentarem, e talvez nos poupassem de ver xeiques ditadores com iates de ouro e súditos famintos! Se abríssemos mão de um pouco de luxo poderíamos andar pelas ruas limpas com nossas consciências limpas por não estarmos vendo seres humanos cobertos de trapos nas ruas. Por que achamos que não temos nada a ver com isso? Por que achamos que a próxima geração vai resolver um problema que nem sequer nos damos ao trabalho de enxergar?
Se soubéssemos que em qualquer lugar, a qualquer hora, pudéssemos contar com algum estranho para nos salvar de uma dificuldade, sem querer nada em troca além da satisfação de ajudar, não estaríamos convencidos que não há tanta necessidade de acumularmos riquezas? O poder e o dinheiro acumulados por quem pode não nos remetem às provisões que nossos antepassados guardavam com medo do inverno? Praticamente controlamos o clima, mas não esquecemos o inverno, pois o inverno está em nossas mentes por sabermos, ou acharmos, que estamos sozinhos na luta pela sobrevivência, numa guerra em que todos os soldados, independentemente da cor do uniforme, são inimigos.
A competição “evoluiu” desde nossos ancestrais até hoje, mudaram as armas (paus e pedras para rifles e bombas), os argumentos (alimentos, fogo e abrigo para automóveis, poder e dinheiro), a sedução (força, vigor e resistência para inteligência, beleza e moda), porém continuamos em uma estúpida rotina de superarmos uns aos outros.
Esmagamos os mais fracos sob uma sutil e subliminar justificativa genético-evolutivo-capitalista e depois aliviamos nossas consciências com caridade, pena e as agora “responsabilidades”: social, ambiental, racial, de gênero, enfim, somos todos responsáveis para vender nossos produtos, sejam eles manufaturados, “in natura” ou mesmo nossas próprias imagens como cidadãos.
Enquanto alguns chegam a suas casas aquecidas em suas SUV’s já de noite após jornadas de trabalho de doze ou dezesseis horas, motivando o orgulho de suas famílias, compreensivas com pais e mães ausentes, deixando seus filhos à mercê da educação eletrônica e agora digital, outros passam o mesmo tempo procurando, em vão, trabalho para levar o mínimo de calorias para as suas famintas famílias.
Se os sindicatos são contra redução de jornada, é porque estão defendendo apenas os empregados e não os trabalhadores. Não seria lícito abrirmos mão de algumas horas de trabalho e alguns dólares, para podermos dedicar mais tempo às nossas famílias e deixarmos outras famílias conquistarem seu digno sustento, sem terem de recorrer a programas marketeiros (a microsoft sugere marreteiros ou marmiteiros, coincidência...) de empresas pseudo-responsáveis?
Se deixássemos de consumir tanto petróleo, talvez sobrassem alguns dólares para outros se alimentarem, e talvez nos poupassem de ver xeiques ditadores com iates de ouro e súditos famintos! Se abríssemos mão de um pouco de luxo poderíamos andar pelas ruas limpas com nossas consciências limpas por não estarmos vendo seres humanos cobertos de trapos nas ruas. Por que achamos que não temos nada a ver com isso? Por que achamos que a próxima geração vai resolver um problema que nem sequer nos damos ao trabalho de enxergar?
Se soubéssemos que em qualquer lugar, a qualquer hora, pudéssemos contar com algum estranho para nos salvar de uma dificuldade, sem querer nada em troca além da satisfação de ajudar, não estaríamos convencidos que não há tanta necessidade de acumularmos riquezas? O poder e o dinheiro acumulados por quem pode não nos remetem às provisões que nossos antepassados guardavam com medo do inverno? Praticamente controlamos o clima, mas não esquecemos o inverno, pois o inverno está em nossas mentes por sabermos, ou acharmos, que estamos sozinhos na luta pela sobrevivência, numa guerra em que todos os soldados, independentemente da cor do uniforme, são inimigos.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Renascendo todos os dias!
Hoje quero manifestar minha alegria de saber que, todos os dias, ao acordar, minha vida recomeça, posso acertar em minhas decisões, posso ser melhor comigo mesmo e com os outros, enfim, Deus permite que eu me reinvente agora para ter(mos) um futuro melhor, mais justo e fraterno, que é o que no fundo, mais interessa!
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Esta é para os empresários...
Acho que a expressão que me ocorreu hoje é inédita, portanto, achei um objetivo para este espaço: escrever minhas (poucas) idéias para me lembrar e para ninguém falar depois que as roubei. Portanto, lá vai!
Estamos ouvindo falar tanto sobre políticas para a manutenção da taxa de emprego que eu, como empresário, me peguei pensando: "Pôxa, ainda bem que sou empresário, assim nunca mais serei um desempregado". Ledo engano, logo atinei, pior que isso, posso virar um "desempresário"! Mas não há de ser nada, conseguiremos com criatividade levar o Brasil à posição de destaque que merece, através da UNIÃO de toda a sociedade em prol de nosso desenvolvimento!
Estamos ouvindo falar tanto sobre políticas para a manutenção da taxa de emprego que eu, como empresário, me peguei pensando: "Pôxa, ainda bem que sou empresário, assim nunca mais serei um desempregado". Ledo engano, logo atinei, pior que isso, posso virar um "desempresário"! Mas não há de ser nada, conseguiremos com criatividade levar o Brasil à posição de destaque que merece, através da UNIÃO de toda a sociedade em prol de nosso desenvolvimento!
A empresa e o mercado do pós-crise, ou como aproveitar o momento para mudar o sistema e as relações capital-trabalho pela e para a sociedade
Apesar das declarações de líderes políticos e empresariais comemorando o momento brasileiro “favorável” neste momento de mudanças, especulando quanto ao desfecho desse cataclisma econômico, quando a maior parte dos analistas não sabe nem qual será o cardápio do próximo coffee-break, acredito que tiraríamos melhor proveito se, ao invés de conjecturarmos, concentrarmos nossos esforços em determinar nosso rumo, tentando sim entender o mundo que virá após a temida calmaria que se aproxima.
Estamos lutando para preservar corporações falidas, desprovidas de futuro, como montadoras que normalmente levam dez anos para maturar um projeto a um custo de bilhões de dólares mas que, para receber os recursos públicos que pleiteiam para manter suas pesadas estruturas, prometem alterar o mix e lançar produtos totalmente inovadores em um ou dois anos a frações dos custos habituais.
De nada adianta dar o crédito através de bancos que estão no vermelho (sorverão os recursos que não chegarão a quem precisa) e tampouco exigir que montadoras ociosas não demitam para receber subsídios, pois vai contra a lógica deles e do “mercado”.
A empresa que merece atenção é a que tem condições de crescer nestas condições e nas que estão por vir, portanto gastaríamos melhor o dinheiro se, ao invés de mantermos os empregos, estimulássemos as empresas a demitirem seus funcionários, pagando-lhes os direitos, estimular PDV’s e, definitivamente, reorganizarmos as relações de trabalho. A quem protegemos impedindo que engenheiros da GM utilizem parte de seus recursos rescisórios para formarem uma empresa que prestará serviços à GM, VW e outras empresas, dentro de suas competências? Estimular a terceirização é dar a carta de alforria aos profissionais que engordam as empresas, os bônus dos executivos, e que ficam com a ansiedade à flor da pele em momentos como o atual. Mandam-se os operários embora e mantém-se os diretores que causaram os problemas.
Essas empresas que se formarão terão o que de mais precioso as empresas possuem e desprezam, o capital intelectual. Deixem as máquinas e edifícios com os capitalistas antigos, e vendam o conhecimento que todos precisamos, em estruturas enxutas, com alto potencial de crescimento na prestação de serviços. Não haverá novas pontocom para alavancar as bolsas e as carteiras de especuladores, as empresas do novo milênio serão organizações que nascerão dessa necessidade de redução de custos das atuais grandes corporações, executando tarefas para que essas sobrevivam e estas cresçam, será assim o futuro! Invistamos, pois, nessa reorganização!
Estamos lutando para preservar corporações falidas, desprovidas de futuro, como montadoras que normalmente levam dez anos para maturar um projeto a um custo de bilhões de dólares mas que, para receber os recursos públicos que pleiteiam para manter suas pesadas estruturas, prometem alterar o mix e lançar produtos totalmente inovadores em um ou dois anos a frações dos custos habituais.
De nada adianta dar o crédito através de bancos que estão no vermelho (sorverão os recursos que não chegarão a quem precisa) e tampouco exigir que montadoras ociosas não demitam para receber subsídios, pois vai contra a lógica deles e do “mercado”.
A empresa que merece atenção é a que tem condições de crescer nestas condições e nas que estão por vir, portanto gastaríamos melhor o dinheiro se, ao invés de mantermos os empregos, estimulássemos as empresas a demitirem seus funcionários, pagando-lhes os direitos, estimular PDV’s e, definitivamente, reorganizarmos as relações de trabalho. A quem protegemos impedindo que engenheiros da GM utilizem parte de seus recursos rescisórios para formarem uma empresa que prestará serviços à GM, VW e outras empresas, dentro de suas competências? Estimular a terceirização é dar a carta de alforria aos profissionais que engordam as empresas, os bônus dos executivos, e que ficam com a ansiedade à flor da pele em momentos como o atual. Mandam-se os operários embora e mantém-se os diretores que causaram os problemas.
Essas empresas que se formarão terão o que de mais precioso as empresas possuem e desprezam, o capital intelectual. Deixem as máquinas e edifícios com os capitalistas antigos, e vendam o conhecimento que todos precisamos, em estruturas enxutas, com alto potencial de crescimento na prestação de serviços. Não haverá novas pontocom para alavancar as bolsas e as carteiras de especuladores, as empresas do novo milênio serão organizações que nascerão dessa necessidade de redução de custos das atuais grandes corporações, executando tarefas para que essas sobrevivam e estas cresçam, será assim o futuro! Invistamos, pois, nessa reorganização!
Assinar:
Postagens (Atom)