Por que competimos? Confesso que já pensei que nosso desenvolvimento científico-tecnológico e até genético poderia ter ao menos em parte se originado da competição; entre povos, tribos, indivíduos (machos), culturas, etc.
A competição “evoluiu” desde nossos ancestrais até hoje, mudaram as armas (paus e pedras para rifles e bombas), os argumentos (alimentos, fogo e abrigo para automóveis, poder e dinheiro), a sedução (força, vigor e resistência para inteligência, beleza e moda), porém continuamos em uma estúpida rotina de superarmos uns aos outros.
Esmagamos os mais fracos sob uma sutil e subliminar justificativa genético-evolutivo-capitalista e depois aliviamos nossas consciências com caridade, pena e as agora “responsabilidades”: social, ambiental, racial, de gênero, enfim, somos todos responsáveis para vender nossos produtos, sejam eles manufaturados, “in natura” ou mesmo nossas próprias imagens como cidadãos.
Enquanto alguns chegam a suas casas aquecidas em suas SUV’s já de noite após jornadas de trabalho de doze ou dezesseis horas, motivando o orgulho de suas famílias, compreensivas com pais e mães ausentes, deixando seus filhos à mercê da educação eletrônica e agora digital, outros passam o mesmo tempo procurando, em vão, trabalho para levar o mínimo de calorias para as suas famintas famílias.
Se os sindicatos são contra redução de jornada, é porque estão defendendo apenas os empregados e não os trabalhadores. Não seria lícito abrirmos mão de algumas horas de trabalho e alguns dólares, para podermos dedicar mais tempo às nossas famílias e deixarmos outras famílias conquistarem seu digno sustento, sem terem de recorrer a programas marketeiros (a microsoft sugere marreteiros ou marmiteiros, coincidência...) de empresas pseudo-responsáveis?
Se deixássemos de consumir tanto petróleo, talvez sobrassem alguns dólares para outros se alimentarem, e talvez nos poupassem de ver xeiques ditadores com iates de ouro e súditos famintos! Se abríssemos mão de um pouco de luxo poderíamos andar pelas ruas limpas com nossas consciências limpas por não estarmos vendo seres humanos cobertos de trapos nas ruas. Por que achamos que não temos nada a ver com isso? Por que achamos que a próxima geração vai resolver um problema que nem sequer nos damos ao trabalho de enxergar?
Se soubéssemos que em qualquer lugar, a qualquer hora, pudéssemos contar com algum estranho para nos salvar de uma dificuldade, sem querer nada em troca além da satisfação de ajudar, não estaríamos convencidos que não há tanta necessidade de acumularmos riquezas? O poder e o dinheiro acumulados por quem pode não nos remetem às provisões que nossos antepassados guardavam com medo do inverno? Praticamente controlamos o clima, mas não esquecemos o inverno, pois o inverno está em nossas mentes por sabermos, ou acharmos, que estamos sozinhos na luta pela sobrevivência, numa guerra em que todos os soldados, independentemente da cor do uniforme, são inimigos.
A competição “evoluiu” desde nossos ancestrais até hoje, mudaram as armas (paus e pedras para rifles e bombas), os argumentos (alimentos, fogo e abrigo para automóveis, poder e dinheiro), a sedução (força, vigor e resistência para inteligência, beleza e moda), porém continuamos em uma estúpida rotina de superarmos uns aos outros.
Esmagamos os mais fracos sob uma sutil e subliminar justificativa genético-evolutivo-capitalista e depois aliviamos nossas consciências com caridade, pena e as agora “responsabilidades”: social, ambiental, racial, de gênero, enfim, somos todos responsáveis para vender nossos produtos, sejam eles manufaturados, “in natura” ou mesmo nossas próprias imagens como cidadãos.
Enquanto alguns chegam a suas casas aquecidas em suas SUV’s já de noite após jornadas de trabalho de doze ou dezesseis horas, motivando o orgulho de suas famílias, compreensivas com pais e mães ausentes, deixando seus filhos à mercê da educação eletrônica e agora digital, outros passam o mesmo tempo procurando, em vão, trabalho para levar o mínimo de calorias para as suas famintas famílias.
Se os sindicatos são contra redução de jornada, é porque estão defendendo apenas os empregados e não os trabalhadores. Não seria lícito abrirmos mão de algumas horas de trabalho e alguns dólares, para podermos dedicar mais tempo às nossas famílias e deixarmos outras famílias conquistarem seu digno sustento, sem terem de recorrer a programas marketeiros (a microsoft sugere marreteiros ou marmiteiros, coincidência...) de empresas pseudo-responsáveis?
Se deixássemos de consumir tanto petróleo, talvez sobrassem alguns dólares para outros se alimentarem, e talvez nos poupassem de ver xeiques ditadores com iates de ouro e súditos famintos! Se abríssemos mão de um pouco de luxo poderíamos andar pelas ruas limpas com nossas consciências limpas por não estarmos vendo seres humanos cobertos de trapos nas ruas. Por que achamos que não temos nada a ver com isso? Por que achamos que a próxima geração vai resolver um problema que nem sequer nos damos ao trabalho de enxergar?
Se soubéssemos que em qualquer lugar, a qualquer hora, pudéssemos contar com algum estranho para nos salvar de uma dificuldade, sem querer nada em troca além da satisfação de ajudar, não estaríamos convencidos que não há tanta necessidade de acumularmos riquezas? O poder e o dinheiro acumulados por quem pode não nos remetem às provisões que nossos antepassados guardavam com medo do inverno? Praticamente controlamos o clima, mas não esquecemos o inverno, pois o inverno está em nossas mentes por sabermos, ou acharmos, que estamos sozinhos na luta pela sobrevivência, numa guerra em que todos os soldados, independentemente da cor do uniforme, são inimigos.
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